quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vigilância Sanitária apreende balsas com alimentos estragados no interior

Vigilância Sanitária apreende balsas com alimentos estragados no interior

Mercadoria apreendida em Porto Acre saiu há 37 dias de Rondônia.
Mais de sete toneladas foram encaminhadas para o lixão do município.

Do G1 AC

Produtos foram enviados para o Acre durante cheia histórica do Rio Madeira, em Rondônia (Foto: Denis Henrique/G1)Produtos foram enviados para o Acre durante cheia histórica do Rio Madeira, em Rondônia (Foto: Denis Henrique/G1)
Duas balsas com aproximadamente 30 toneladas de alimentos e outros produtos teve parte de seu conteúdo apreendido, nesta quarta-feira (4), no município de Porto Acre, distante 78km de Rio Branco. O material, que não teria condições de ser consumido, foi confiscado por agentes da Vigilância Sanitária do município, após denúncia anônima de que estariam sendo comercializados de forma irregular.

"Chegou até nós, denúncia que esse material estava sendo vendido por um preço bem mais barato", diz a coordenadora da Vigilância Sanitária de Porto Acre, Josielma Oraquis. Ela ressalta que embora os agentes não tenham conseguido flagrar a venda, uma investigação será aberta para averiguar a situação.
Entre os produtos que estavam na balsa havia farinha de trigo, feijão, arroz, óleo de soja, leite condensado, papel higiênico, entre outros. De acordo com a coordenadora, das cerca de 30 toneladas, sete já foram encaminhadas para o lixão do município.
A Vigilância Sanitária fará ainda avaliação dos demais produtos e aqueles em que houver constatação de avaria serão destinados ao lixão, já os que ainda possuírem condições de consumo serão liberados para comercialização.

De acordo com servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que não quiseram se identificar, a embarcação havia saído da cidade de Porto Velho (RO) há 37 dias com destino a Rio Branco e trazia produtos para abastecer o comércio do Acre, que na época enfrentava problemas de abastecimento por causa da cheia do Rio Madeira, que provocou a interdição da BR-364, principal via de ligação do estado com o restante do Brasil.

Segundo Josielma, por causa do acondicionamento precário, parte da mercadoria acabou molhando e estragando durante a viagem.
Farinha de trigo foi encaminhada para o lixão de Porto Acre (Foto: Denis Henrique/G1)Farinha de trigo foi encaminhada para o lixão de Porto Acre (Foto: Denis Henrique/G1)

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