domingo, 6 de janeiro de 2013

Sabotagem em Porto Acre: 40 gigabytes de dados da Prefeitura são deletados

Porto Acre
04/01/2013 22:54 - Atualizado em 04/01/2013 23:09
Sabotagem em Porto Acre: 40 gigabytes de dados da Prefeitura são deletados
Por conta da imobilidade pela falta de dados, o novo prefeito não sabe ainda como resolver problemas emergenciais que assolam a prefeitura de Porto Acre.
Gina Menezes, da Agência ContilNet
Uma prefeitura sem dados, sem informações e sem norte. É assim que se encontram os primeiros dias de gestão do prefeito de Porto Acre, Carlinhos da Saúde (PSDB) que, ao assumir a administração, constatou que 40 gigabytes de arquivos contendo informações essenciais da prefeitura foram deletados no apagar das luzes, pela gestão anterior.

“Um técnico foi chamado, mas as informações são irrecuperáveis,incluindo as informações preciosas da secretaria de Saúde, que está sem nenhuma condição de operacionalização”, resigna-se o prefeito.

Prefeitura de Porto Acre sofre com a falta das informações deletadas/Foto: Divulgação
Prefeitura de Porto Acre sofre com a falta das informações deletadas/Foto: Divulgação
O prefeito afirma, ainda, que entre as informações que foram deletadas estavam os dados financeiros da prefeitura e que a única alternativa foi pedir que o banco forneça as informações bancárias.

“Não sabemos de nada. Nem quanto, em dinheiro, temos em caixa, nem quanto sobrou dos convênios anteriores. Não sabemos nada. Estamos trabalhando para que até final do dia o banco nos encaminhe as informações que já éramos para ter, se não tivessem apagado tudo”,diz.

Por conta da imobilidade pela falta de dados, o novo prefeito não sabe ainda como resolver problemas emergenciais que assolam a prefeitura de Porto Acre, como o caso do corte no fornecimento de energia dos prédios que compõem a maquina municipal.

“Não posso nem ir negociar a dívida com a Companhia de Eletricidade porque não sabemos da nossa situação financeira. Estamos sem dados para começar um planejamento.”

Carlinhos da Saúde garante, ainda, que não houve transição e que a sua equipe não obteve acesso a qualquer tipo de informação; com o apagamento dos dados, a secretaria de Saúde, considerada uma das essenciais, está totalmente inoperante.

“Não temos dados, não sabemos como fazer. Teremos que começar do zero, mas nós o faremos. Precisamos de sorte”, diz.



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