terça-feira, 12 de junho de 2012

PRF confirma 13 vítimas em acidente com 3 carros na BR-36

Policial
11/06/2012 13:31
PRF confirma 13 vítimas em acidente com 3 carros na BR-364. Seis morreram
Ao prestar declarações a PRF, Orcélio disse que o acidente aconteceu porque o condutor da Parati teria tentado desviar um buraco da pista
Da Redação da Agência ContilNet
A Polícia Rodoviária Federal confirmou às 23h deste domingo, 10, os dados oficiais sobre o trágico acidente ocorrido no início desta noite no quilômetro 42 da BR-364, sentido Rio Branco/Sena Madureira.

O sinistro deixou seis vítimas fatais do total de 13 ocupantes dos três veículos envolvidos, sendo uma Parati, de placas NLM 1310, conduzida por Ecirley Pessoa, 40 anos, e mais três ocupantes: a filha dele menor de idade, a passageira Gorete D'ávila, sua filha, e mais um passageiro cujo nome não foi identificado.

Acidente matou seis pessoas na noite deste domingo,10, na BR-364/Fotos: Cedidas/Ghelen Diniz
Acidente matou seis pessoas na noite deste domingo,10, na BR-364/Fotos: Cedidas/Ghelen Diniz
Ecircley, uma das vítimas fatais, conduzia o carro Parati, de cor vermelha, com mais quatro passageiros
Ecircley, uma das vítimas fatais, conduzia o carro Parati, de cor vermelha, com mais quatro passageiros
Ecircley e Gorete morreram no local do acidente, e as outras três vítimas foram levadas em estado grave para o Pronto Socorro de Rio Branco e Sena Madureira.

O condutor era taxista e irmão do jornalista Ecináiro Carvalho, da TV 5. Ele era casado com a empresária Nézia, do ramo de alimentação em Sena Madureira.

No carro Corsa, de placas MZY 6646, morreram os quatro ocupantes: Crizomar Souza, ex-vereador de Feijó, sua esposa, Terezinha Coriolano de Souza e as filhas Mariana Souza e Jaciara Coriolano de Souza.

O veículo caiu numa ribanceira e a Polícia Rodoviária, Samu, Instituto Médico Legal (IML) e Bombeiros tiveram dificuldades para encontrar e retirar os corpos do local.

O terceiro carro envolvido foi uma Hilux preta, de placas MZZ 4990, conduzida por Orcélio de Araújo Santos Júnior, 38, que viajava acompanhado de mais três pessoas e saíram ilesas do acidente.

Ao prestar declarações a PRF, Orcélio disse que o acidente aconteceu porque o condutor da Parati teria tentado desviar um buraco da pista, chegando a bater na Hilux, perdendo o controle e colidindo frontalmente com o Corsa que vinha do município de Feijó para Rio Branco.


O acidente chocou as populações dos municípios de Feijó e Sena Madureira. Os corpos das vítimas serão enterrados em seus respectivos municípios nesta segunda-feira, 11 de junho.



















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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Com 1200 famílias, Vila Agrícola Caquetá está abandonada


Com 1200 famílias, Vila Agrícola Caquetá está abandonada

6 de junho de 2012 - 6:41:08
Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
jscarioca@globo.com

Distante apenas 72 quilômetros da capital acreana, a pequena Vila Caquetá, distrito agrícola do município por Porto Acre, está completamente abandonada pelo poder público. Entre os principais problemas estão a ausência de coleta de lixo, ruas escuras e intrafegáveis, falta de apoio à produção agrícola, desemprego e miséria. O antigo Seringal Caquetá foi um dos palcos da revolução acreana.
“Quando a gente fala dos problemas existentes aqui, dá a impressão de que está se falando de um local remoto, isolado”, desabafou a agricultora Francisca Silva de Menezes, que possui uma pequena propriedade no Ramal Areia Branca. Apontando para o abandonado prédio da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaprof), ela afirma que não existe apoio à produção agrícola, o que a fez trabalhar como diarista. “Eu queria só um financiamento para plantar açaí e macaxeira”, lamentou.
Andando pelas lamacentas ruas da vila [mais parecem varadouros], encontramos a senhora Francisca Bráz de Souza. Ela conta que abandonou a escola porque tem medo. “Como vocês estão vendo, aqui é mato, lama e escuridão”, disse, revelando que já ficou um mês sem sair de casa. Desolada e sem nenhuma perspectiva, a moradora colocou uma placa de venda na casa.
Por causa da ausência de água e de rede coletora de esgoto, os problemas de saúde se multiplicam. O único posto de saúde do local está fechado. “Mesmo se tivesse aberto não tem profissionais, remédios e cadeiras para os pacientes sentar”, detalhou o agricultor Milton Lamengo Moreira”, denunciando, ainda, a invasão de particulares na área pertencente à unidade de saúde.
Ainda de acordo com informações de moradores, toda vez que chove, em torno de duas horas, a vila fica completamente alagada, atrapalhando a rotina dos moradores. Há pouco mais de um ano, o vilarejo era administrado pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“Eu queria trazer aqui aquele ex-governador. Afinal o Acre, é o melhor lugar para se viver na região Norte”, desabafou um morador, pedindo para não ter o nome revelado.