quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Roberto Filho é acusado de planejar execução de Denise Bonfim e Emylson

21/11/2012 16:15
Roberto Filho é acusado de planejar execução de Denise Bonfim e Emylson
Inicialmente, Roberto Filho deve responder por crime de posse ilegal de arma (Artigo 12, da Lei 10.226, que prevê pena de um a três anos de prisão).
Gleydison Meireles, da Agência ContilNet
Ex-deputado Roberto Filho foi detido nesta quarta-feira (21)/Fotos: Gleydison Meireles
Ex-deputado Roberto Filho foi detido nesta quarta-feira (21)/Fotos: Gleydison Meireles
Lenice Barros também compareceu a delegacia/Fotos: Gleydison Meireles
Lenice Barros também compareceu a delegacia/Fotos: Gleydison Meireles
No início da manhã desta quarta-feira (21), o ex-deputado estadual Roberto Barros Filho foi detido por investigadores da Polícia Civil, acusado de posse ilegal de arma de fogo e de estar planejando um suposto atentado contra três autoridades do Estado, entre elas a desembargadora Denise Bonfim, o secretário de Polícia Civil, Emylson Farias da Silva.

A denúncia que culminou na detenção do ex-deputado partiu do irmão de Roberto Filho, o escrivão de polícia Gilson Nogueira Barros.

De acordo com os delegados Roberth Alencar, da Delegacia Itinerante, e Nílton Boscaro, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DECCO), as denúncias foram feitas depois de um desentendimento entre Roberto Filho e seu irmão.

Gílson Barros, inclusive, teria dado detalhes do suposto plano de execução que estaria sendo elaborado por Roberto Filho.

Segundo a denúncia de Gilson Barros, Roberto Filho teria convidado um sobrinho que mora em Manaus para visitar Rio Branco.

Ao rapaz, foi proposto que ele executasse a desembargadora e o secretário de Estado; como pagamento, o executor receberia uma casa, que seria comprada na capital amazonense.

Na casa do ex-parlamentar foram apreendidas duas armas, um revólver calibre 38 e um rifle estrangeiro sem registro
Na casa do ex-parlamentar foram apreendidas duas armas, um revólver calibre 38 e um rifle estrangeiro sem registro
Delegado Nílton Boscaro acompanha o caso
Delegado Nílton Boscaro acompanha o caso
Delegado Roberth Alencar também investiga as denúncias
Delegado Roberth Alencar também investiga as denúncias
Diante das denúncias, uma investigação foi realizada, e segundo os delegados, foram constatados indícios de um plano de execução.

Roberto Filho foi levado para a Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco), da Polícia Civil, onde negou as acusações.

“Meu irmão é um falastrão, um mentiroso, tudo isso aconteceu porque ele não queria desocupar uma casa que eu cedi para ele morar. Eu fui agredido por ele, tive uma pistola encostada no peito, minha esposa Lenice Barros também foi ameaçada. Ele se revoltou e criou esse fato, porque pedimos nossa casa de volta”, declarou Roberto Filho.

Roberto Filho foi preso em regime semiaberto, depois de ter sido condenado há cinco anos de prisão por incêndio criminoso, quando ateou fogo na própria casa para conseguir o seguro.

Com as acusações, o ex-deputado poderá ter regressão de regime e voltar à penitenciária estadual.

A prisão de Roberto Filho pode acontecer ainda nesta quarta-feira (21), após a comunicação da detenção à Vara de Execuções Penais, e se a Justiça acatar pedido dos delegados.

Até o momento, Roberto Filho poderá responder por crime de posse ilegal de arma (Artigo 12, da Lei 10.226, que prevê pena de um a três anos de prisão), pois na casa do ex-parlamentar foram apreendidas duas armas, um revólver calibre 38 e um rifle estrangeiro, que não tem registro.

“Por enquanto, há mínimos indícios de que ele teria encomendado esses crimes, e o fato será apurado aqui na Decco”, esclareceu Roberth Alencar.

Segundo informações da Polícia Civil, além de Gilson Barros, o sobrinho do ex-deputado e uma terceira pessoa foram ouvidos na Corregedoria de Polícia Civil, há cerca de 30 dias.

Nos depoimentos, o trio confirmou as denúncias, acrescentando que Denise Bonfim seria uma das pessoas marcadas para morrer, porque à época do incêndio, na casa de Roberto Filho, foi ela quem decretou a sua prisão.

Já a morte de Emylson Farias teria sido por conta de sua passagem pela Decco, há cerca de oito anos.

Na ocasião, o secretário era o titular da especializada e comandou as investigações que levaram Roberto Filho para a prisão pela primeira vez, por indícios de participação no crime organizado no Acre.

Roberto Filho se defendeu das acusações e declarou: “Eu não tenho nada contra essas autoridades e nunca tive; o que meu irmão está fazendo é uma armação mentirosa somente para me prejudicar”.

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