sábado, 6 de agosto de 2011

SAI JOBIM, ENTRA AMORIM..., E VOLTAM OS AVIÕES RAFALE!

SAI JOBIM, ENTRA AMORIM..., E VOLTAM OS AVIÕES RAFALE!

1. (07/01/10) `O barato às vezes sai caro`, diz Celso Amorim sobre caças. Amorim esteve em Paris para participar de seminário promovido pelo governo da França e realizado na Escola Militar. Na sua saída, o ministro falou à imprensa sobre a polêmica envolvendo a licitação FX-2 e, em especial, sobre os aviões Rafale, fabricados pela francesa Dassault e classificados pela FAB como terceira e última opção, na concorrência com o sueco Saab Gripen NG e com o norte-americano Boeing F/A-18 Super Hornet: "o barato às vezes sai caro".

2. (Reuters, 09/07/2011) O governo brasileiro não revisará as ofertas para a compra bilionária de jatos de combate antes do início do próximo ano, disse à agência de notícias Reuters neste sábado (9) o ministro da Defesa, Nelson Jobim. - Vamos examinar isso no início do próximo ano. Neste momento, estamos focados apenas na agenda doméstica. O ministro fez a declaração hoje durante um fórum empresarial no sul da França. No início do ano, Jobim já havia negado que o processo de compra de 36 caças para a FAB tenha sido reaberto - desmentindo informação que circulava à época, de que a concorrência foi ampliada para outros países além dos Estados Unidos, França e Suécia.

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POR QUE NELSON JOBIM FORÇOU SUA SAÍDA DE MINISTRO?

1. Preliminar. O método de criar constrangimentos sucessivos à autoridade superior, de forma a justificar sua saída ou exoneração, faz parte da rotina das organizações e em todos os níveis. Mas, certamente, não ficou bem para o advogado constitucionalista, ex-deputado federal, ex-ministro, ex-ministro da Corte Suprema, e ministro da Defesa, utilizar desse expediente para conseguir seu afastamento. Num homem público de sua estatura, isso deveria ter sido feito com lealdade e diretamente à Presidente.

2. Mas, uma vez tomada essa decisão, caberia perguntar por que Nelson Jobim forçou sua própria saída. Afinal de contas, teria sido mais simples sair com o presidente Lula e deixar o cargo na transição de governo. Se não fez isso, é porque em janeiro queria permanecer e acreditava no novo governo. Portanto, dali para cá sua opinião mudou sobre a Presidente e sua capacidade de governar e sobre o governo e as circunstâncias.

3. As razões podem ser esses quatro vetores, um ou mais. O primeiro é a decepção com a Presidente, com sua capacidade de comando político, controle e de gestão. O segundo vetor seria a decepção com o próprio governo, com seus companheiros de ministério. Jobim teria achado o ministério de terceira linha e não quis permanecer entre seus pares. E que as limitações políticas impediriam a Presidente de melhorar a qualidade do ministério.

4. O terceiro vetor seriam as informações que detém através dos serviços militares de informação de sua pasta, que muito mais coisa vem por aí. E, finalmente, a projeção que os próximos anos vão ser muito difíceis para o governo federal pela crise que está aumentando a cada dia e, que com isso, o governo Dilma vai fracassar como fracassou o segundo governo FHC pela crise.

5. É possível que seja uma combinação de dois ou mais desses vetores. Mas, de qualquer maneira, um vetor estará presente em todas as hipóteses: a perda de confiança na capacidade da Presidente para gerir, controlar, coordenar politicamente...

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NO MEIO MILITAR, SAÍDA DE NELSON JOBIM É BEM-VINDA!

(Estado de SP, 05) A demissão de Jobim do Ministério da Defesa, foi comemorada por militares de alta patente. Além da falta de prestígio, Jobim, por protagonizar polêmicas, expôs a pasta a uma agenda negativa. "Ele perdeu o apreço dos militares por suas atitudes", comentou um -quatro estrelas-, oficial general de posto mais elevado, ao comentar as declarações recentes de Jobim.

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A PRIMEIRA DE NELSON JOBIM FOI EM JUNHO!

Nos 80 anos de FHC, Nelson Jobim citou Nelson Rodrigues ao dizer que antigamente os “idiotas chegavam devagar e ficavam quietos”, enquanto hoje eles “perderam a modéstia” e que é preciso “tolerá-los.

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