segunda-feira, 23 de maio de 2011

Náuas x Juventus: torcida se revolta com atuação de árbitro e jogo termina na bala

Náuas x Juventus: torcida se revolta com atuação de árbitro e jogo termina na bala

Seg, 23 de Maio de 2011 07:18
A partida entre Náuas e Juventus,realizada na noite domingo no estádio Arena do Juruá, em Cruzeiro do Sul, pela quinta rodada do estadual de futebol apena mais um jogo da competição onde estão envolvidos os interesses de ambos os times, com a equipe Juruá brigando para fugir da zona do rebaixamento.
jogo_arma_estadio_in1A partida em si, transcorria normalmente, com os visitantes abrindo o placar no primeiro tempo, com caio.
Veio a segunda etapa, e donos da casa , conseguiram a virada com dois gols de Bina. Com a vantagem no placar, o Náuas passou a administrar a partida. Quando jogo caminhava pro final, o árbitro Carlos Ronney, inexplicavelmente, determinou oito minutos de acréscimo. Foi o suficiente para inflamar a torcida.
Foi nesse tempo determinado pelo árbitro que o Juventus chegou ao gol de empate, com Jô marcando deixando tudo igual em 2 x 2.

Árbitro encerrou a partida antes do tempo previsto
Quando o Juventus empatou o jogo, haviam decorridos cinqüenta e um minutos. Como pelos acréscimos a partida iria até os cinqüenta três minutos, todos foram surpreendidos quando Carlos Ronney terminou o jogo faltando dois minutos do tempo de acréscimo.
A partir daí o que se viu foi uma situação de selvageria. Indignados, os torcedores passaram a xingar o árbitro, que imediatamente foi cercado pelo policiamento que estava no local. Para sair do campo de jogo, o árbitro precisava passar bem próximo da torcida, que passou a arremessar todo tipo de objeto em direção da arbitragem.
Os ânimos se exaltaram. De um lado a torcida querendo “acertar  “ as conta com Carlos Ronney. Do outro, a policia trabalhando para garantir a integridade física da arbitragem. Foram momentos de tensão.
Acuada, a arbitragem hesitou em sair do campo de jogo, mas como a torcida não parava de gritar, de inflamar, de protestar, a policia resolveu tirar os árbitros do gramado.
Sem escudos, equipamento se segurança essencial e fundamental para esse tipo de atividade, em si tratando de uma partida de futebol, um dos policiais usou uma mesa de plástico para tentar proteger o quarteto. Não adiantou. Maiores foram os protestos e as agressões de partiam da arquibancada. Para obrigar a torcida a recuar, os policiais atiraram contra a multidão. Em uma foto, pode-se notar que um policial usa um armamento pesado para atirar contra os torcedores.
A policia disparou balas á base de pimenta, que atingiram várias torcedores causando um tumulto geral. Alguns correram, outros que ficaram no raio de ação das balas, acabaram atingidos pelo gás, que provoca forte ardor nos olhos.
A correria foi geral. Crianças também foram atingidas. Enquanto nas arquibancadas os torcedores tentavam fugir do perigoso gás, a policia conduzia a arbitragem para o vestiário.
Mas as balas disparadas pela policia também fizeram vitimas entre os jogadores. O zagueiro Josinaldo chegou a desmaiar no vestiário.
Do lado de fora do estádio a revolta era geral. Torcedores protestavam criticavam a policia pela ação intempestiva. Esse foi o saldo negativo de uma partida de futebol do campeonato acreano.

Torcedores registraram queixa
Cerca de cinqüenta torcedores do Náuas estiveram na delegacia de Cruzeiro do Sul para registram queixa contra os policiais que estavam de serviço na Arena do Juruá. Eles acusavam a policia de negligencia e abuso de autoridade pela ação desastrosa registrada na noite de domingo.
Jairo Barbosa – jbjurua@gmail.com

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