quinta-feira, 19 de março de 2009

LULA DEVE APROVAR A LEI DO AIRBAG.


O airbag está próximo de se tornar um item obrigatório de segurança para veículos novos, como nos EUA e na Europa desde a década passada.
Segundo fontes ligadas ao governo, o presidente Lula vai sancionar a lei até quinta-feira, prazo máximo para apreciação.
Estudos do NHTSA (instituto de segurança de trânsito dos EUA) afirmam que as bolsas infláveis reduzem em 59% o risco de ferimento em caso de acidente. Mas o principal argumento contra a obrigatoriedade do equipamento é o custo.
Item opcional no Volkswagen Gol, por exemplo, o airbag duplo hoje custa R$ 2.070 e encarece o carro em 7%.
As montadoras estudam saídas para não repassar o custo integralmente ao consumidor.
A expectativa, porém, é que o aumento da produção local barateie o item até 2014, ano em que se tornaria obrigatório para todos os modelos. Para os projetos novos, o item será obrigatório já no ano que vem.
Se aprovado, o projeto de lei 1.825/07 exigirá bolsas frontais para motorista e passageiro dianteiro de carros e picapes. Os airbags laterais, de cortina e de joelhos estão descartados.

Freio ABS
"Há três fabricantes de airbags no Brasil, e o preço deve cair de 10% a 15%", prevê Nivaldo Siqueira, gerente de negócios da TRW. A empresa está investindo R$ 15 milhões numa fábrica de airbags no país.
De acordo com a fabricante, hoje só 25% dos automóveis nacionais possuem bolsas de amortecimento de impacto -a maioria são carros sofisticados.
O Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) calcula que, das 35 mil mortes anuais no trânsito, pelo menos 490 delas poderiam ser evitadas com o uso do airbag. O governo economizaria R$ 315 milhões por ano com a queda do número de feridos.
Após a sanção presidencial, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) cuidará da regulamentação gradativa do airbag.
"A próxima imposição será o freio ABS [antitravamento], que deve ser debatido em 2010", adianta Harley Bueno, diretor de segurança veicular da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) e membro da câmara temática veicular do Contran.
Mesmo antes das discussões sobre essas obrigatoriedades, muitas empresas exigiam airbag e freio ABS nas suas frotas.
"Há cinco anos não há morte de motorista por acidente de trânsito", diz Luiz Montenegro, gerente de segurança da empresa agrícola Monsanto. O grupo tem 630 carros, todos com airbag e freios ABS.
Para Armando Boscardin, presidente da Abrac (associação das revendas Chevrolet), o consumidor deve valorizar cada vez mais a segurança. "Hoje o cliente prioriza itens de aparência." (FELIPE NÓBREGA) - Folha de São Paulo.

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