sábado, 12 de julho de 2008

ESTUDO LIGA MUTAÇÃO GENÉTICA AO VÍCIO PELO CIGARRO


Fumar antes dos 17 anos aumenta as chances de dependência
Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que mutações genéticas podem estar por trás do vício pelo cigarro.
A equipe, da Universidade de Utah, investigou mutações genéticas em um gene que determina a estrutura do "receptor da nicotina no cérebro", uma proteína que interage com a substância e determina o nível de dependência por ela.
Os especialistas analisaram amostras de DNA de 2.827 fumantes e avaliaram o nível de dependência em nicotina além de informações como a idade em que eles haviam começado a fumar, há quanto tempo fumavam e o número de cigarros fumados por dia.
Eles verificaram que os fumantes que haviam começado a fumar antes dos 17 anos e tinham uma cópia duplicada do gene que interage com a nicotina tinham até cinco vezes mais chances de ficar viciado em cigarro durante a vida adulta.
Já para os que começavam a fumar com 17 anos ou mais, a chance de dependência era bem menor.
Ainda segundo os especialistas, outras variações encontradas no mesmo gene poderiam funcionar de maneira oposta, evitando a dependência pelo tabaco.
Prevenção
Os especialistas acreditam que seria importante identificar adolescentes com mutações genéticas que podem levar à dependência pelo cigarro como forma de tentar reduzir os índices de tabagismo.
"Nós sabemos que pessoas que começam a fumar quando jovens têm mais chances de sofrer séria dependência pela nicotina na vida adulta", afirmou o coordenador da pesquisa, Robert Weiss.
"A identificação de indivíduos com tais variações genéticas poderia beneficiá-los com intervenções como campanhas educativas para adolescentes. Em última análise, ações como essa poderiam resultar na redução do tabagismo."
A pesquisa americana foi divulgada na publicação científica PLoS Genetics

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